Análise de Pontos de Função — APF

Pague pelo que o seu órgão recebe, não pelo esforço que declaram

A Análise de Pontos de Função é o padrão internacional que mede, de forma objetiva e auditável, o tamanho do software que a Administração contrata. Esta página explica — sem jargão — o que é, como funciona e por que os órgãos que medem gastam melhor.

+2 mide PF contados e auditados pela Eficácia
+100contratos públicos executados sem restrições
IFPUGparceria oficial e especialistas certificados CFPS

A "metragem quadrada" do software

Ninguém contrata a construção de um prédio pagando "por hora de pedreiro", sem projeto e sem medida. Contrata-se por metro quadrado — uma medida objetiva, que qualquer fiscal confere. A APF faz exatamente isso com software.

Obra pública

Mede-se em metros quadrados. O preço por m² é conhecido, comparável entre construtoras e conferível pela fiscalização.

Software público

Mede-se em Pontos de Função (PF). Cada consulta, registo, relatório e integração que o sistema entrega ao utilizador tem um tamanho objetivo, definido por norma internacional (IFPUG).

Mede a entrega, não o esforçoPF conta o que o utilizador recebe — ecrãs, consultas, relatórios, integrações — e não quantas horas o fornecedor diz ter trabalhado.
Independe de tecnologiaJava, .NET, low-code ou mainframe: o mesmo sistema tem o mesmo tamanho. Isso permite comparar propostas e fornecedores.
É norma internacionalO método IFPUG (ISO/IEC 20926) é usado no mundo inteiro e adotado como referência pelo Governo Federal no Roteiro de Métricas do SISP.

O contrato de TI sem métrica é um cheque em branco

Sem métrica objetiva

  • Paga-se por horas declaradas pelo próprio fornecedor
  • Impossível comparar propostas ou fornecedores
  • Fiscalização sem critério técnico para atestar entregas
  • Orçamento imprevisível — o mesmo sistema custa "o que der"
  • Fragilidade perante os órgãos de controlo (TCU, CGU, TCEs)
  • Conhecimento fica com o fornecedor, não com o órgão

Com APF implantada

  • Paga-se por entrega medida por norma internacional
  • Preço por PF comparável entre licitantes e entre órgãos
  • Fiscal atesta com base em contagem documentada e auditável
  • Orçamento previsível: tamanho × preço unitário contratado
  • Aderência às boas práticas exigidas pelos órgãos de controlo
  • Base histórica e documentação ficam como patrimônio do órgão
Exemplo didático (valores hipotéticos): um órgão que contrata 10.000 PF por ano a R$ 600/PF executa R$ 6 milhões. Se a aferição independente identificar 5% de sobremedição nas contagens do fornecedor — divergência comum de se encontrar —, são R$ 300 mil por ano que deixam de ser pagos indevidamente. A medição independente costuma custar uma fração disso.

Benefícios concretos para a gestão pública

Economia direta

A aferição independente elimina sobremedições e glosa o que não foi entregue. Cada PF pago indevidamente que deixa de ser pago é economia imediata e mensurável.

Previsibilidade orçamentária

Com o preço por PF contratado e a base histórica de consumo, o planeamento anual de TI vira conta de multiplicar — e a LOA deixa de ser chute.

Segurança perante o controlo

A Lei 14.133/2021 exige medição de resultados; a IN SGD/ME nº 94/2022 e o Roteiro do SISP consolidam a métrica como boa prática. Medir é proteger o gestor que assina.

Transparência e auditabilidade

Cada fatura é lastreada por uma contagem documentada, rastreável até a funcionalidade. Qualquer auditoria — interna ou externa — encontra o caminho completo do gasto.

Comparabilidade real

PF é a mesma régua para todos: permite comparar licitantes na proposta, fornecedores na execução e o seu órgão com o mercado (benchmarks de preço por PF).

Patrimônio institucional

Baseline do parque de sistemas, base histórica de contagens e documentação atualizada ficam com o órgão — reduzindo a dependência de qualquer fornecedor.

O ciclo da medição, do pedido ao pagamento justo

Um fluxo simples, que se encaixa no processo de trabalho que o órgão já tem — inclusive com metodologia ágil.

  1. 1

    Demanda

    O órgão abre a ordem de serviço: um sistema novo, uma manutenção, uma melhoria.

  2. 2

    Artefatos

    Requisitos, ecrãs e regras de negócio documentam o que será construído — a "planta" da obra.

  3. 3

    Contagem

    A Fábrica de Software conta os PF da entrega segundo o manual IFPUG (CPM).

  4. 4

    Aferição independente

    Especialistas certificados CFPS auditam a contagem. Divergências viram glosa antes do pagamento.

  5. 5

    Homologação

    O fiscal atesta com base em relatório técnico rastreável — não em confiança.

  6. 6

    Pagamento e histórico

    Fatura = PF validados × preço contratado. Tudo alimenta a base histórica do órgão.

O ciclo se repete a cada ordem de serviço — e a base histórica torna cada novo contrato mais preciso, mais barato de planejar e mais difícil de superfaturar.

Quem conta, quem valida, quem decide

Fábrica de Software

Conta

Desenvolve e apresenta a contagem de PF da própria entrega, com a memória de cálculo.

Métrica independente

Valida

Empresa especializada — como a Eficácia — audita cada contagem com especialistas certificados CFPS/IFPUG e aponta divergências e glosas.

Órgão gestor

Decide

Recebe relatórios de gestão, atesta com segurança, paga o que foi validado e acumula a base histórica.

A regra de ouro da métrica: quem fatura não pode ser o único a medir. A separação entre quem conta e quem valida é o que transforma a APF em instrumento de controlo — e é exatamente o papel da fábrica de métricas independente.

O que a APF revela sobre a sua TI

Depois de implantada, a métrica vira fonte contínua de indicadores que nenhum contrato por hora consegue oferecer.

R$ / PFCusto unitário real do seu órgão — comparável com outros órgãos e com o mercado
PF / mêsProdutividade efetiva de cada fornecedor, medida e não declarada
BaselineTamanho total do parque de sistemas — o inventário do patrimônio digital do órgão
% manutençãoQuanto do orçamento vai para manter versus evoluir — subsídio para decisões de modernização
GlosasValores identificados e não pagos indevidamente — o retorno visível da aferição
Preço de referênciaBase sólida para estimar novos editais e justificar valores ao controlo

Volume auditado pela Eficácia em atestados públicos

Pontos de função contados e auditados, comprovados por atestados de capacidade técnica emitidos pelos próprios órgãos.

TJSP

2019 – 2023

Cinco anos ininterruptos de contagem por especialistas CFPS no maior tribunal do país. Renovações sucessivas são o melhor atestado de confiança.

MEC

2017 – 2020

IFPUG + NESMA + SISP no mesmo contrato, baselines de 45.467 PF e o MEETRIKA como ferramenta de gestão — com processos CMMI Nível 3 e ISO 9001 registrados em atestado.

CAPES

2014 – 2015

Auditoria das contagens apresentadas pela Fábrica de Software — exatamente o papel de aferição independente descrito nesta página.

ANATEL

2013 – 2016

Análise e documentação de sistemas legados sem documentação e contagem em projetos com metodologia ágil/SCRUM.

"Todos os serviços prestados com cumprimento satisfatório, sem restrições técnicas ou comerciais."

— Registro comum aos atestados de capacidade técnica emitidos pelos órgãos contratantes

Documentação necessária para contar

A contagem usa os artefatos que um projeto bem gerido já produz. Quanto melhor a documentação, mais rápida e precisa a contagem — e a própria implantação da APF eleva a qualidade da documentação do órgão.

Sistemas legados sem documentação? Não é impeditivo: a Eficácia faz o levantamento e a documentação funcional do sistema como parte do trabalho — foi assim na ANATEL e no MinC. O órgão sai com o sistema contado e documentado.
  • Requisitos ou histórias de utilizadoro que o sistema deve fazer, na visão de quem usa
  • Protótipos ou ecrãswireframes, mockups ou as próprias ecrãs do sistema
  • Modelo de dadosentidades e relacionamentos — o "mapa" das informações
  • Regras de negóciovalidações, cálculos e condições que o sistema aplica
  • Interfaces e integraçõestrocas de dados com outros sistemas e órgãos
  • Documentação de mudançapara manutenções: o antes e o depois da alteração

"Mas a APF não é...?" — respondendo o que todo gestor pergunta

Muita resistência à APF vem de experiências mal conduzidas ou de desconhecimento do processo. Aqui vão as respostas francas às objeções mais comuns.

Conversar com um especialista
"APF é burocracia a mais no processo?"

É o contrário: a APF usa a documentação que um projeto bem gerido já deveria produzir. O que ela adiciona é controlo sobre o pagamento — e retira a burocracia improdutiva de discutir horas e alocações com o fornecedor a cada fatura.

"Medir não encarece o contrato?"

O serviço de métrica custa tipicamente uma pequena fração do contrato de desenvolvimento — e se paga com as divergências que identifica. Sem contar o ganho não financeiro: segurança jurídica para quem atesta e assina.

"APF funciona com metodologia ágil?"

Sim. A contagem se aplica por sprint, por release ou por entrega — o Roteiro do SISP orienta o uso em contratos ágeis, e a Eficácia executou exatamente isso na ANATEL. Ágil muda o ritmo da entrega, não a necessidade de medi-la.

"Minha equipa precisa virar especialista em APF?"

Não. Quem conta e audita são os especialistas certificados. À equipa do órgão cabe entender o essencial para gerir — e a transferência de conhecimento (treinamentos, workshops e o Guia de Métricas) faz parte do nosso trabalho.

"Meus sistemas são antigos e sem documentação. E agora?"

A implantação começa exatamente por aí: levantamento e documentação dos legados, criação do baseline e do inventário do parque. O órgão ganha a métrica e a documentação que não tinha.

"E se o fornecedor contestar a contagem?"

Ótimo sinal: significa que há critério objetivo para discutir. As divergências são resolvidas tecnicamente, à luz do manual IFPUG e do Guia de Métricas do órgão — não no braço de ferro comercial. A palavra final é sempre fundamentada e documentada.

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